Diário da Rússia

Visita Presidencial à Rússia

Viagem de Dilma Rousseff à Rússia pode resultar na compra de 36 caças Su-35

Valor total do negócio deverá chegar a cerca de 4 bilhões de dólares

A viagem da presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, à Rússia, no período de 12 a 14 de dezembro, poderá resultar no implemento das relações comerciais ente os dois países. E uma das áreas contempladas poderá ser a da aviação militar. Analistas políticos entendem que um dos prováveis resultados das conversações entre Dilma Rousseff e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, deverá ser o da compra pelo Brasil de um lote de 36 caças multifuncionais Su-35, fabricados pela empresa Sukhoi. O valor total dos contratos poderia atingir 4 bilhões de dólares, mais de 8 bilhões de reais.

O avião russo Su-35 já participou mais de uma vez da concorrência organizada pelo Governo brasileiro para equipar e atualizar a Força Aérea, mas nunca chegou até a etapa final do processo licitatório. Além do Su-35, participaram do edital, que teve início em 2007, três outros modelos de aviões de guerra: o Rafale, da francesa Dassault, o americano F/A-18E/F Super Hornet, da Boeing, e o sueco JAS 39 Gripen, produzido pela Saab. A licitação tinha em vista o fornecimento de 36 aviões até 2015, além da produção de mais 84 até 2024 pelos próprios brasileiros, com a concessão que seria fornecida juntamente com os caças. Os favoritos eram o Rafale e o Gripen, mais baratos e fáceis de usar. Mas a decisão final ainda não foi tomada.

Voo de exibição do Su-35, na feira aeronáutica MAKS, na região de Moscou

O avião russo Su-35 desenvolve uma velocidade de 2.500 quilômetros por hora, podendo superar a marca de 3.400km. O raio de combate do caça alcança 1.600 quilômetros. O Su-35 está armado com peças de calibre de 30mm. Além disso, o avião tem 12 pontos de suspensão para foguetes e bombas de diferentes tipos.

Segundo um artigo escrito para a “Rossiyskaya Gazeta” (“Gazeta Russa”) por Viktor Litovkin, editor-chefe da “Nezavissimoie Voiennoie Obozrenie” (“Revista Militar Independente”), em março deste ano, o diretor do Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar da Rússia, Aleksandr Fomin, já havia comentado a renovação da participação do caça russo no edital brasileiro. “Se for aberta uma nova concorrência ou se a última for renovada, estaremos preparados para cooperar com nossos parceiros brasileiros”, disse Fomin.