Diário da Rússia

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Cientistas russos desenvolvem novo método contra o alcoolismo

Testes em ratos mostraram eficácia do tratamento

Especialistas da Bashkíria, região russa localizada ao sul dos Montes Urais também chamada de Bashkortostão, desenvolveram um novo método para o tratamento do alcoolismo. Um extenso grupo, formado por médicos, biólogos, bioquímicos e cientistas ligados à pesquisa farmacêutica, desenvolveu um medicamento que estimula a dopamina, o chamado hormônio do prazer que estimula esta sensação no cérebro.

O novo fármaco é administrado pelas narinas e o paciente em tratamento da dependência da bebida alcoólica experimenta uma progressiva diminuição do prazer ao ingerir este produto. Ou seja, a droga é uma inibidora da dopamina.

Os pesquisadores se convenceram da eficácia deste medicamento ao observar os testes feitos em ratos, divididos em dois grupos. A um deles era administrada uma determinada dose de bebida alcoólica e, depois de um certo tempo, o medicamento era aplicado. O outro grupo permanecia, por assim dizer, sóbrio para que os comportamentos fossem comparados. O experimento deu certo e, gradativamente, os roedores aos quais era dada a dose de bebida alcoólica passaram a rejeitar o líquido.

Para que a cura do alcoolismo seja considerada completa, ainda é preciso avançar muito. É o que adverte a professora Lilia Kalimullina, uma das pesquisadoras da Bashkíria envolvidas neste processo de pesquisas do novo medicamento contra o alcoolismo. De acordo com a ela, muitas outras causas, inclusive de natureza psicológica, devem ser estudadas como fatores que conduzem a pessoa a se tornar dependente da bebida alcoólica.

Para a  Lilia Kalimullina, a descoberta deste fármaco deve ser saudada como um grande avanço da ciência, mas o tratamento do dependente químico para ser realmente eficaz deve ser individualizado e levar em conta uma série de fatores. Neste caso, a padronização do tratamento só prejudicará o paciente e, dificilmente, contribuirá para a sua cura.