Diário da Rússia

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Vice-presidente da Gazprom afirma ser impossível atender toda demanda de gás extra na Europa

Abastecimento é prejudicado por “medidas regulatórias”

O vice-presidente da gigante de gás russa Gazprom, Alexander Medvedev, afirmou que é impossível atender toda a demanda de gás extra provocada pela onda de frio que assola a Rússia e Europa. No entanto, Medvedev confirmou que a companhia honrará integralmente suas obrigações contratuais, mesmo com temperaturas extremas. Ao mesmo tempo, ele criticou fortemente o mercado local e as iniciativas do terceiro pacote de energia que estão sendo levadas a cabo pela União Europeia.

Durante a primeira semana de fevereiro, a demanda por gás subiu 25%. Até o momento, os níveis de consumo têm excedido o limite máximo previsto em 50%. De acordo com o vice-presidente da Gazprom, a companhia poderia abastecer a Europa com o combustível de que ela necessita, mas seus esforços são prejudicados por certas "medidas regulatórias", que incluem o terceiro pacote energético, que impediria a empresa como fornecedora de gás de possuir oleodutos. Ainda segundo Medvedev, se o acordo estivesse plenamente em vigor, a Europa teria apenas a metade do combustível que está recebendo da Rússia.

Na opinião de Medvedev, é necessário pensar sobre o mercado líquido e, da mesma forma, deve-se considerar também o que será feito com as medidas estipuladas pelo terceiro programa energético, que ameaça privar os fornecedores tanto da Rússia quanto de outros exportadores de serem capazes de cumprir com as responsabilidades contratuais de longo prazo.

O analista-chefe do Fundo Nacional de Segurança Energética da Rússia, Alexander Pasechnik, concorda que a situação da oferta atual de combustível revelou os inconvenientes do terceiro pacote de energia. "A Europa tem instalações de armazenamento subterrâneo de gás que foram devidamente preenchidas desde o verão passado. No caso de uma anomalia climática, essas reservas devem durar um mês inteiro.”