Economia
Presidente da Rosatom acredita que usinas nucleares serão duplicadas em 20 anos
Previsões eram mais otimistas antes do acidente em Fukushima
O presidente da Corporação Estatal de Energia Atômica da Rússia (Rosatom), Sergei Kiriyenko, acredita que o número de usinas de energia nuclear no mundo duplicará nos próximos 20 anos. No entanto, ele reconheceu que as previsões pré-Fukushima para a indústria nuclear eram bem mais otimistas.
O acidente na usina nuclear Fukushima, no Japão, levou ao fechamento do reator temporário em alguns países europeus em meio a pedidos de renúncia ao uso da energia nuclear. Dois meses após o desastre, a Rússia fez testes para situações de emergência em suas instalações nucleares.
De acordo com o diretor do Centro Nacional de Pesquisa do Instituto Kurchatov, Nikolai Kukharkin, "todas as usinas nucleares russas e reatores foram examinados sob o ponto de vista dos novos fatores de risco". Os eventos de Fukushima nos levaram a inspecionar profundamente as centrais de energia nuclear, mas a Rússia não vai abandonar a energia nuclear".
Até o momento, a Alemanha é o único país a optar pelo encerramento total de suas usinas nucleares. Outros Estados-membros da União Europeia prometeram não construir novos reatores após a expiração da vida útil dos existentes. Segundo o especialista de investimentos Andrei Rubinov, a desaceleração global nuclear é evidente. "Um grande número de projetos pode ser cancelado, como, por exemplo, na América, onde a energia nuclear pode ser facilmente substituída por carvão".
Na opinião do diretor da Fundação de Desenvolvimento de Energia, Sergei Pikin, contudo, as usinas nucleares vão perder força. "Certamente, o futuro está nas fontes renováveis de energia, mas isso não é uma questão para os próximos anos. A transição em massa provavelmente começará em 2030", explicou Pikin.